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agosto 22, 2011

Pouca coisa





Amor, pouco amor
Pouca vida, muita dor.
Faltam lágrimas, não tem calor,
O frio dura, dói, reage
Todo intento decai,
As chagas sangram.
Sem luz, sem som
Muito frio
Pouca coisa, muita dor.



                              Felipe Andrade, 18/08.

julho 02, 2011

Encontro



Encasquetei-te com a nobreza simples de minha ironia,
Na delicadeza das palavras, descobri-me eu plebeu
Em uma pronuncia sorrateira de teus lábios.
Logo me descobrindo, rasguei honrarias, derrubei tua coroa e lentamente contei-lhe o mundo;
O mundo é grande, por isso demorei a contar.

Hoje sou mais eu e meu eu é mais o mundo
Tu és você e você é todo mundo
Honrarias ao soldado do acaso moribundo.

- Pode fechar os olhos.


Lucas Forlevisi 01/07/2011

maio 29, 2011

Uma rápida elucidação

Sim, eu sei amar;
Mas não amo como todos amam,
Amo com o fígado
Amo na realidade
Meu amor não me faz sonhar
Amo quando gosto como é;
Não como quero fazer que seja
Mesmo que algo me aborreça.
Amo porque quero.

                                                                        Felipe Andrade 20/05

maio 13, 2011

ConFusão cabe coube


Você se lembra daquela vez quando...
Intrínseco sorri um riso de vasta tristeza, que guardava tudo o que se cabe em uma alma. A alma, é o baú sem fundo de nós.
 Em uma alma cabe o mundo e o mundo não é triste. Eis então, o homem que sorria de tristeza e levava o mundo no riso.
 A melhor forma de levar o mundo... (não cabe ao rasbisqueiro dizer).



-Caberia muitas outras coisas nessa escrita, mas a melhor forma de levar a escrita é deixando que ela te leve.


Lucas Forlevisi  sexta-feira 13/05/2011

abril 24, 2011

Paixão

Dizem que a paixão só traz sofrimento,
Pode ser, mas sempre gostei de arriscar,
Para mim é necessária apesar do tormento.
Não gosto de sofrer, mas gosto de sentir.

Prefiro a paixão porque prefiro viver,
Viver nas pedras das ruas, nos grãos de areia da praia
Viver na ardência que a vida pode oferecer,
No caminho que a paixão me faz morrer.

Eu escolhi pela vida por não ter medo da morte.
Por isso resolvi deixar a paixão me levar,
Sinto que alguns relutam por não acreditarem na felicidade,
Eu insisto em acreditar.

Eu me apaixono e vou me apaixonar,
Prometo parar no último suspiro,
Mas já vou dizendo que por ele já tenho paixão,
Pois me trará a oportunidade de novas paixões.

fevereiro 24, 2011

Tem que tentar



Insisto em tentar,
Mesmo sabendo das dificuldades,
Dos espinhos que terei de enfrentar no estreito caminho,
Sinto-me pronto para conquistar.

Desistir: nem pensar;
Agredir: não precisa;
Reclamar: pra perdedores;
Seguir: pra vitoriosos.
Não me importo com rumores.

Sei da verdade, aprendi-a com os erros,
Não da absoluta, mas a verdade dos fatos
Aquela empírica, a dos sobressaltos.
É meu norte, é minha razão.

A verdade do viver,
Aquela que nos ensina,
Que para aprender de fato,
Tem que experimentar,
Que para conseguir,
Tem que tentar.

Felipe 22/02

janeiro 25, 2011

A busca



Que parte eu sou neste todo que se chama mundo?
Da Pangeia que se dividiu em continentes,
Dos muitos milhões de anos que passaram,
Dos bilhões de vida que causam este burburinho,

Sou um homem de poucas vitórias e poucas derrotas,
De poucos combates, de muitos anseios
O ator na louca jornada em busca do seu papel
Na busca do maior dos combates, buscando os meios...

Estou a marchar ao encontro com todos,
Para enfim me encontrar no todo,
Pois vagando sem qualquer companhia,
Minha existência torna-se finita.

                                                 Felipe Andrade 05/01

janeiro 15, 2011

Travessura das mil coisas em uma só



Fiz mil coisas e mil coisas me fizeram.
Hoje sou dançarino de mil músicas
Capitão de mil ventos
E tenho sonhos
 (mais de mil sonhos).
Carrego as cruzes da loucura e sorrio.
A única coisa que é única em minha vida,
É a inspiração moça para qual escrevo e transcrevo;
De resto, me sobram a infinidade do milhar e a ousadia do ousar.
Apanho
Carrego
Minto
Pulo
Grito
Amo!
Sou verbo de mil conjugações
E conjugo loucamente tu e eu (mais de mil vezes).

Lucas Forlevisi 15.01.2011

janeiro 09, 2011

Desaparecidos


                                                                            
Andando pela cidade
Focando meu olhar nos postes
Vejo o quanto é fácil desaparecer
Pois percebo que existem muitos desaparecidos
Que se multiplicam a cada amanhecer

Acabam-se os contextos de muitas vidas
E mudam os contextos de muitas outras
Aqueles que desaparecem pertencem a outro mundo
E os que procuram já não têm mais cotidiano
São facetas distintas do sofrimento humano

Agora estão retratados em cartazes espalhados
Cartazes que remetem às pessoas que sumiram
Mas talvez não as pessoas que estão sendo procuradas
Aquelas almas perdidas nunca serão achadas
Se voltarem, somente os corpos ali estarão
E, talvez, algum sentimento
Mas nunca o mesmo coração.


                                                                         Felipe Andrade 03/01

janeiro 05, 2011

Uma nova chance



Depois dos tormentos
Do fim das minhas chagas
Findou-se meu desespero
Cauterizou-se minha maior ferida
O último cisto foi embora
Agora tenho cicatrizes
Mas posso, de novo, ver o arco-íris.

                                                                             Felipe Andrade 17/12