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outubro 23, 2011

Noite de Diná





Ela encarou a tal fotografia,
Como quem encara a desventura triste da ironia
Aprontou-se com saltos altos como quem queria saltar nas nuvens
Com maquiagem forte como quem encobre o que os olhos gritam
Com cabelos presos como quem prende o mundo
E... com um vestido que vestia a dança caminhou nas ruas do tempo.
Ela transvestiu-se de atriz dançarina e meretriz, cantou a madrugada em uma única melodia.
Bebeu chuva e fumou todos os seus pensamentos.
Pichou com batom a igreja, riu das estrelas depois chorou para elas.
Ela encarou a tal fotografia,
Como quem encara a desventura triste da ironia.
Desesperou-se com o sol e desejou que a noite não acabasse.
Já em claro, amarrou nos lábios a história dessa noite.




"Após ler a história bíblica de Diná filha de Jacó, dei-me ao luxo de transscrever a história de uma também Diná, mas não filha de Jacó."



Lucas Forlevisi 22.10.2011

outubro 08, 2011

Biografia



Quando fraco, o pouco se fez muito
Na descoberta eu mesmo.
Ser eu é vencer-me todos os dias
E encantar-me todos os dias...
Descobri o encanto dentro do canto dos cantos dos meus sonhos,
Meus sonhos costumam cantar-me todos os dias.
Na avareza de tal melodia descobri a sonoridade de minha imperfeição,
Logo, o imperfeito me fez e magia das letras me rabiscou.
Um dia fui verdade, amanhã sou mentira
A devassidão do acaso me leva.
Os sonhos brincam de mudar-se nos meus pensamentos
E meus pensamentos, brincam com o universo.
Hoje sou carne e espiritualizo a vida,
Ontem fui espírito e tive como abrigo a carne.
Sou a inquieta construção...



Lucas Forlevisi 08/10/2011

julho 15, 2011

Filosofia do perder-te


Escondi a ideia de não querer-te tão fundo
Que perdida em mim, encontro o querer-te tanto.
Querer-te é o sorrateiro encontro dos olhos em corpos cálidos.

Logo eu, mais dentro de mim do que no mundo passeio nas ideias do reencontrar-te sempre...
E sempre, é a desventura de todos os segundos que habitam no perdido.
Se me enclausura o perder-te em mim, liberta-me o encontrar-te sempre mais...

Que se acabe no início do término e recomece no reencontro do sempre
Que seja simples.



Lucas Forlevisi 15.07.2011

julho 02, 2011

Encontro



Encasquetei-te com a nobreza simples de minha ironia,
Na delicadeza das palavras, descobri-me eu plebeu
Em uma pronuncia sorrateira de teus lábios.
Logo me descobrindo, rasguei honrarias, derrubei tua coroa e lentamente contei-lhe o mundo;
O mundo é grande, por isso demorei a contar.

Hoje sou mais eu e meu eu é mais o mundo
Tu és você e você é todo mundo
Honrarias ao soldado do acaso moribundo.

- Pode fechar os olhos.


Lucas Forlevisi 01/07/2011

maio 13, 2011

ConFusão cabe coube


Você se lembra daquela vez quando...
Intrínseco sorri um riso de vasta tristeza, que guardava tudo o que se cabe em uma alma. A alma, é o baú sem fundo de nós.
 Em uma alma cabe o mundo e o mundo não é triste. Eis então, o homem que sorria de tristeza e levava o mundo no riso.
 A melhor forma de levar o mundo... (não cabe ao rasbisqueiro dizer).



-Caberia muitas outras coisas nessa escrita, mas a melhor forma de levar a escrita é deixando que ela te leve.


Lucas Forlevisi  sexta-feira 13/05/2011

janeiro 15, 2011

Travessura das mil coisas em uma só



Fiz mil coisas e mil coisas me fizeram.
Hoje sou dançarino de mil músicas
Capitão de mil ventos
E tenho sonhos
 (mais de mil sonhos).
Carrego as cruzes da loucura e sorrio.
A única coisa que é única em minha vida,
É a inspiração moça para qual escrevo e transcrevo;
De resto, me sobram a infinidade do milhar e a ousadia do ousar.
Apanho
Carrego
Minto
Pulo
Grito
Amo!
Sou verbo de mil conjugações
E conjugo loucamente tu e eu (mais de mil vezes).

Lucas Forlevisi 15.01.2011