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dezembro 06, 2011

O cidadão de Jundiaí



Mal se dorme no soar do despertador...
E lá vai ele,
O construtor cidadão!
Pelas as luzes estrelares e entre o aperto de milhares...
Mas lá vai ele,
O sempre enlatado cidadão!

Amassado pela descentralização
Escondido na sombra dos prédios da situação,
Trabalha, trabalha, trabalha não fala não falha!
Não adoece nem tem fome, é bicho-homem.

Se... buzina, grita ou apita por protesto,
Um batalhão de polícia é chamado contra o manifesto...
E lá vai ele, o reprimido e multado cidadão!

Deve-se morar longe feito monge
Deve-se ser fiel e votar no coronel
Deve-se acreditar sem questionar
Deve-se a Deus não fazer prece, pois isso enlouquece.

Nada de pedir vaga,
Afinal, a creche tem que ser paga!

Na terra do cidadão tem coqueiros,
Coqueiros como em outra terra jamais vi.
Eles alimentam sem parar,
As luxuosas retinas do oitavo andar.


...mas o cidadão cansou!


Lucas Forlevisi de Mello 06.12.2011





julho 02, 2011

Encontro



Encasquetei-te com a nobreza simples de minha ironia,
Na delicadeza das palavras, descobri-me eu plebeu
Em uma pronuncia sorrateira de teus lábios.
Logo me descobrindo, rasguei honrarias, derrubei tua coroa e lentamente contei-lhe o mundo;
O mundo é grande, por isso demorei a contar.

Hoje sou mais eu e meu eu é mais o mundo
Tu és você e você é todo mundo
Honrarias ao soldado do acaso moribundo.

- Pode fechar os olhos.


Lucas Forlevisi 01/07/2011